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Como Regularizar um Imóvel de Herança?

7 de ago.
4 min de leitura

Quando uma pessoa falece deixando imóveis, os herdeiros precisam compreender como regularizar esses bens e atualizar sua titularidade. 


Embora a herança seja transmitida com o falecimento, a matrícula do imóvel deve ser posteriormente atualizada. 


Para isso, é necessário observar documentos, impostos e procedimentos específicos. 


Assim, conhecer as etapas da regularização ajuda a evitar problemas futuros e proporciona maior segurança jurídica aos sucessores.


Regularizar um Imóvel de Herança
Veja como regularizar um imóvel de herança.

O que acontece com o imóvel após o falecimento?

Com o falecimento, a herança é transmitida aos sucessores, conforme o princípio da saisine previsto no Direito brasileiro. 


Entretanto, isso não significa que o imóvel estará imediatamente registrado individualmente em nome de cada herdeiro. 


Enquanto não houver a formalização da partilha, os bens permanecem integrantes do acervo hereditário. 


Assim, embora os herdeiros tenham direitos sobre a herança, a matrícula do imóvel ainda pode indicar o falecido como proprietário. 


Por essa razão, é necessário realizar o procedimento sucessório adequado para identificar os sucessores e definir a destinação dos bens deixados.


É necessário fazer inventário para regularizar o imóvel?

Em regra, o inventário é o procedimento utilizado para apurar os bens, direitos e dívidas deixados pelo falecido, além de identificar os herdeiros e possibilitar a partilha. 


O procedimento pode ocorrer judicialmente ou, quando preenchidos os requisitos legais, pela via extrajudicial, mediante escritura pública. 


A escolha do caminho depende das circunstâncias da sucessão, especialmente da existência de consenso entre os interessados e de outras condições previstas na legislação. 


Dessa forma, antes de tentar transferir diretamente o imóvel, é necessário verificar a situação sucessória e reunir a documentação necessária para iniciar o inventário.


O inventário pode ser feito diretamente no cartório?

Em determinadas situações, o inventário pode ser realizado extrajudicialmente, por escritura pública em cartório. 


Essa alternativa costuma proporcionar maior agilidade e simplificar o procedimento quando todos os herdeiros são capazes e estão de acordo quanto à partilha, observados os demais requisitos legais. 


Além disso, a participação de advogado é necessária para acompanhar o procedimento e garantir que a divisão do patrimônio esteja adequada às normas aplicáveis. 


Portanto, quando a sucessão permite a utilização da via extrajudicial, os herdeiros podem evitar a tramitação de um processo judicial, tornando a regularização potencialmente mais rápida.


Quando o inventário precisa ser judicial?

O inventário judicial é necessário em situações nas quais a via extrajudicial não pode ser utilizada ou quando as circunstâncias do caso exigem a intervenção do Poder Judiciário. 


A existência de conflito entre herdeiros, por exemplo, pode tornar indispensável a solução judicial da partilha. 


Da mesma forma, determinadas situações envolvendo herdeiros incapazes ou outras particularidades da sucessão podem exigir análise judicial. 


Além disso, a existência de testamento deve ser considerada conforme as regras atualmente aplicáveis ao procedimento. 


Assim, a escolha da modalidade não depende apenas da vontade dos herdeiros, mas das características concretas da sucessão.


É preciso pagar imposto para regularizar o imóvel?

Durante o processo de transmissão da herança, os herdeiros devem observar o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, conhecido como ITCMD. 


Trata-se de um tributo estadual relacionado à transmissão de bens e direitos em razão do falecimento. 


O cálculo e as regras específicas dependem da legislação do Estado competente, inclusive quanto à base de cálculo, alíquota, prazos e possíveis hipóteses de isenção. Por isso, a regularização do imóvel não envolve apenas questões documentais. 


É fundamental verificar a situação tributária da sucessão e providenciar o recolhimento ou reconhecimento de eventual isenção antes da conclusão do procedimento.


Como o imóvel passa para o nome dos herdeiros?

Após a conclusão do inventário e da partilha, é necessário levar o documento que formaliza a transmissão ao Cartório de Registro de Imóveis competente. 


Na sucessão extrajudicial, normalmente será utilizada a escritura pública de inventário e partilha. 


Já no procedimento judicial, o documento adequado poderá ser o formal de partilha ou outro título judicial correspondente. 


O registro é fundamental porque permite atualizar a matrícula do imóvel e fazer com que a situação registral corresponda à nova titularidade. 


Portanto, concluir o inventário sem realizar o registro imobiliário pode deixar a propriedade formalmente desatualizada.


Quais documentos são necessários para regularizar o imóvel?

A documentação necessária pode variar conforme as características da sucessão e do imóvel, mas normalmente envolve documentos do falecido, dos herdeiros e do próprio bem. 


Entre eles, podem estar a certidão de óbito, documentos pessoais, certidão de casamento ou de estado civil, além de comprovantes relacionados aos herdeiros. 


Quanto ao imóvel, é importante obter matrícula atualizada e verificar eventuais débitos ou restrições existentes. Também podem ser necessários documentos fiscais e certidões específicas. 


Dessa maneira, reunir previamente a documentação contribui para reduzir atrasos, identificar pendências e tornar o procedimento de regularização mais eficiente.


Conclusão

Regularizar um imóvel de herança exige atenção aos procedimentos sucessórios, tributários e registrais. 


Embora a transmissão ocorra com o falecimento, a matrícula precisa ser atualizada após a conclusão do inventário e o registro do título correspondente. 


Nesse processo, é necessário verificar a possibilidade de inventário extrajudicial ou judicial, além de cumprir as obrigações fiscais e documentais. 


A orientação jurídica auxilia os herdeiros a evitar erros e concluir corretamente a regularização.


É importante lembrar que as informações aqui apresentadas não substituem a orientação jurídica personalizada, e para obter informações mais detalhadas sobre o assunto tratado neste artigo, é aconselhável consultar um advogado especialista. 


Nossa equipe está pronta para oferecer serviços de consultoria e assessoria para clientes em todo o Brasil. Para entrar em contato, basta nos enviar uma mensagem no What'sApp. 


Além disso, se você tiver dúvidas sobre outros assuntos relacionados ao direito imobiliário, acesse nosso Blog Jurídico.

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