O Que Pode Levar na Bagagem de Mão?
- Mota Tobias

- 26 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Viajar de avião envolve mais do que escolher o destino e comprar a passagem. Um dos pontos que mais gera dúvidas entre passageiros é o que pode ou não ser levado na bagagem de mão.
As regras existem por razões de segurança, logística e conforto coletivo, mas nem sempre são claras à primeira vista.
Além disso, elas variam conforme o tipo de voo, a companhia aérea e até o país de destino.
Compreender essas normas evita contratempos, apreensões e atrasos, garantindo uma experiência de viagem mais tranquila e segura.

Quais normas regulam a bagagem de mão no Brasil?
No Brasil, as regras gerais sobre bagagem de mão são definidas pela ANAC, que estabelece limites mínimos de direitos ao passageiro.
A partir dessas diretrizes, cada companhia aérea pode criar regras próprias, desde que não prejudiquem o consumidor.
Assim, peso, dimensões e itens permitidos seguem um padrão básico, mas podem ter variações práticas.
Por isso, é fundamental verificar as condições específicas da empresa escolhida antes do embarque, especialmente em viagens com conexões ou tarifas promocionais.
Qual é a diferença entre bagagem de mão e item pessoal?
A bagagem de mão é aquela mala pequena que vai no compartimento superior da aeronave, enquanto o item pessoal costuma ser uma mochila, bolsa ou pasta que fica sob o assento à frente.
Essa distinção é relevante porque ambos têm limites próprios de tamanho e peso. Em regra, o passageiro pode levar os dois, desde que respeite as medidas permitidas.
O desconhecimento dessa diferença costuma gerar problemas no portão de embarque, quando itens são barrados ou despachados mediante cobrança adicional.
Quais objetos são permitidos na bagagem de mão?
De modo geral, roupas, calçados, documentos, eletrônicos, carregadores, livros e objetos de uso pessoal são permitidos.
Medicamentos também podem ser transportados, inclusive aqueles de uso contínuo, sendo recomendável mantê-los na embalagem original.
Alimentos sólidos são aceitos, desde que não ofereçam risco ou desconforto aos demais passageiros. Esses itens são liberados porque não comprometem a segurança do voo.
Ainda assim, é prudente evitar exageros, pois o excesso pode resultar na necessidade de despacho involuntário da bagagem.
Quais são as regras para líquidos, cosméticos e medicamentos?
As regras para líquidos variam conforme o tipo de voo. Em viagens nacionais, há maior flexibilidade, embora existam limites de quantidade e volume.
Já em voos internacionais, os líquidos devem estar em frascos de até 100 ml, acondicionados em embalagem plástica transparente. Medicamentos líquidos podem ser exceção, desde que haja justificativa.
Essas restrições visam prevenir riscos à segurança aérea e são aplicadas de forma rigorosa nos controles. O descumprimento pode resultar no descarte imediato do produto.
O que é proibido levar na bagagem de mão?
Objetos cortantes, perfurantes, inflamáveis ou que possam ser usados como arma são proibidos na cabine. Facas, tesouras grandes, ferramentas, sprays inflamáveis e substâncias químicas devem ser despachados ou simplesmente não transportados.
Essa proibição decorre de normas internacionais de segurança, adotadas para proteger passageiros e tripulação.
Mesmo itens aparentemente inofensivos podem ser retidos se representarem risco potencial. Por isso, revisar a mala antes de sair de casa é uma atitude preventiva essencial.
Como as companhias aéreas aplicam essas regras na prática?
Embora sigam a regulamentação oficial, as companhias aéreas aplicam as regras com certo rigor operacional. Empresas aéreas fiscalizam tamanho e peso no embarque, podendo exigir o despacho da bagagem fora do padrão.
Essa prática é legal, desde que as informações tenham sido previamente divulgadas ao consumidor.
Assim, o passageiro bem informado consegue evitar custos extras e constrangimentos, organizando sua bagagem conforme as exigências contratuais.
Conclusão
Entender o que pode ser levado na bagagem de mão é uma forma de exercer o direito de viajar com segurança e previsibilidade.
As regras não existem para dificultar a vida do passageiro, mas para garantir a ordem e a proteção de todos a bordo.
Quando o consumidor se informa previamente e respeita os limites estabelecidos, reduz riscos, evita gastos inesperados e torna a viagem mais confortável.
Portanto, conhecimento e planejamento são aliados indispensáveis para quem deseja embarcar sem surpresas.
É importante lembrar que as informações aqui apresentadas não substituem a orientação jurídica personalizada, e para obter informações mais detalhadas sobre o assunto tratado neste artigo, é aconselhável consultar um advogado especialista.
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