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Como Saber se Minha Conta Foi Bloqueada Judicialmente

  • Foto do escritor: Mota Tobias
    Mota Tobias
  • 7 de jan.
  • 4 min de leitura

A surpresa de acessar a conta bancária e perceber que o saldo está indisponível costuma gerar angústia, insegurança e muitas dúvidas.


Afinal, quando ocorre um bloqueio judicial, o cidadão geralmente não é avisado previamente e só descobre o problema quando tenta usar o dinheiro.


Nesse cenário, surgem perguntas naturais sobre a origem da restrição, a legalidade do bloqueio e quais providências podem ser adotadas.


Entender como esse mecanismo funciona é essencial para reagir de forma correta, evitar prejuízos maiores e proteger direitos que a própria lei garante.


Conta bloqueada judicialmente
Veja como saber se sua conta foi bloqueada judicialmente.

O que significa ter uma conta bloqueada judicialmente?

Ter uma conta bloqueada judicialmente significa que um juiz determinou a indisponibilidade de valores para garantir o cumprimento de uma decisão judicial.


Em regra, essa medida ocorre em processos de execução, cobranças de dívidas, ações fiscais ou pensão alimentícia.


Atualmente, esse bloqueio é feito de forma eletrônica pelo sistema Sisbajud, que permite comunicação direta entre o Judiciário e as instituições financeiras. Assim, o banco apenas cumpre a ordem, sem poder questioná-la.


Embora seja uma medida legal, o bloqueio não significa automaticamente perda definitiva do dinheiro, pois há hipóteses de defesa e liberação.


Quais são os primeiros sinais de que houve um bloqueio?

O sinal mais comum é a impossibilidade de movimentar a conta, mesmo havendo saldo disponível. Além disso, ao consultar o extrato bancário ou o aplicativo, costumam aparecer descrições como “Bloq. Judicial”, “Ordem Judicial” ou menção expressa ao Sisbajud.


Em muitos casos, também consta parte do número do processo ou a indicação do tribunal responsável.


Por isso, o primeiro passo sempre deve ser a análise cuidadosa do extrato detalhado.


Esse simples ato pode fornecer pistas importantes e evitar especulações desnecessárias sobre falhas técnicas ou problemas internos do banco.


O banco é obrigado a informar a origem do bloqueio?

Embora o banco não possa fornecer detalhes completos do processo, ele tem o dever de informar os dados mínimos da ordem judicial. Isso inclui, via de regra, o número do processo e o órgão judicial que determinou o bloqueio.


O atendimento pode ser feito pelo gerente, pelo SAC ou pelos canais digitais da instituição.


É importante compreender que o banco não decide nada nesse contexto, apenas executa a ordem recebida.


Inclusive, o próprio Banco Central do Brasil esclarece que a responsabilidade pela decisão é exclusivamente do Poder Judiciário, não da instituição financeira.


Como consultar se existe um processo no meu nome?

Caso o extrato não traga informações suficientes, o próximo passo é consultar os sites dos Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais Federais ou da Justiça do Trabalho. A maioria dessas plataformas permite a busca pelo CPF ou nome completo.


Se houver um processo de execução ou pedido de penhora, ele tende a aparecer nos resultados.


Ainda assim, é possível que o processo esteja em segredo de justiça ou que exista erro de homonímia, situações que dificultam a identificação direta. Nessas hipóteses, a investigação precisa ser mais cuidadosa e técnica.


Quando é indispensável procurar um advogado?

A atuação de um advogado torna-se fundamental quando não se consegue identificar o processo com clareza ou quando há indícios de ilegalidade no bloqueio.


O profissional pode acessar sistemas específicos, analisar decisões judiciais e verificar se os valores bloqueados são protegidos por lei.


Salários, aposentadorias e pensões, por exemplo, são considerados impenhoráveis em diversas situações.


Além disso, o advogado pode peticionar diretamente ao juiz para pedir esclarecimentos ou a liberação parcial ou total do valor.


Plataformas jurídicas como o Jusbrasil também auxiliam na pesquisa processual, mas não substituem a análise técnica.


É possível desbloquear valores bloqueados judicialmente?

Sim, em muitos casos é possível. Após identificar o processo, o caminho adequado é demonstrar ao juiz que o bloqueio atingiu valores impenhoráveis ou excedeu o montante devido.


Essa comprovação costuma ser feita por meio de extratos, contracheques e documentos previdenciários. Quanto mais rápida for a reação, maiores são as chances de sucesso.


Por isso, agir com organização e orientação jurídica faz toda a diferença. O bloqueio judicial não deve ser encarado como sentença definitiva, mas como uma etapa do processo que admite contestação e correção.


Conclusão

Descobrir se a conta foi bloqueada judicialmente exige atenção, método e informação confiável.


A análise do extrato, o contato com o banco, a consulta aos tribunais e o auxílio de um advogado formam um caminho lógico e eficaz.


Embora a situação gere apreensão, é importante lembrar que sempre existe um processo por trás da medida e, na maioria das vezes, meios legais para esclarecimento e desbloqueio.


Agir com rapidez e conhecimento é a melhor forma de proteger seus direitos e evitar que a surpresa financeira se transforme em prejuízo permanente.


É importante lembrar que as informações aqui apresentadas não substituem a orientação jurídica personalizada, e para obter informações mais detalhadas sobre o assunto tratado neste artigo, é aconselhável consultar um advogado especialista.


Nossa equipe está pronta para oferecer serviços de consultoria e assessoria para clientes em todo o Brasil. Para entrar em contato, basta nos enviar uma mensagem no What'sApp.


Além disso, se você tiver dúvidas sobre outros assuntos relacionados ao direito civil, acesse nosso Blog Jurídico.

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