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Meu Uber Sofreu um Acidente

  • 14 de jan.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 17 de jan.

Acidentes de trânsito são situações inesperadas e, quando ocorrem durante uma corrida por aplicativo, geram dúvidas imediatas sobre segurança, responsabilidade e direitos do passageiro.


O susto costuma vir acompanhado de incertezas práticas e jurídicas: a quem recorrer, como registrar o ocorrido e quem deve arcar com os prejuízos.


Além disso, o uso crescente de plataformas digitais de transporte trouxe novas camadas de proteção e também novas discussões legais.


Compreender o que fazer e quais garantias existem é essencial para agir com calma e preservar seus direitos desde o primeiro momento.


Acidente uber
Veja o que fazer em caso de acidente de Uber.

O que fazer imediatamente após o acidente?

O primeiro passo após um acidente é priorizar a integridade física de todos os envolvidos.


Caso haja feridos, o acionamento de serviços de emergência é indispensável, inclusive para resguardar provas futuras.


Em seguida, sempre que possível, deve-se solicitar o registro policial, pois o boletim de ocorrência ajuda a documentar o fato com imparcialidade.


Paralelamente, é recomendável reunir fotos do local, dos veículos e dos danos aparentes.


Logo depois, o passageiro deve comunicar o ocorrido pelo aplicativo da Uber, utilizando os recursos de segurança, para que a empresa registre o incidente e ative os protocolos de apoio.


A Uber deve ser comunicada formalmente?

Sim, a comunicação à plataforma é etapa fundamental. Ao reportar o acidente pelo aplicativo, a empresa passa a acompanhar o caso, verificar o estado dos envolvidos e orientar sobre os próximos passos.


Essa notificação também é relevante para o acionamento do seguro disponibilizado durante a corrida.


Além disso, o registro interno cria um histórico do evento, o que pode ser decisivo caso surja a necessidade de indenização.


Portanto, ainda que o acidente pareça simples, informar a Uber rapidamente contribui para a proteção do passageiro e evita discussões futuras sobre cobertura ou omissão.


Quem é responsável por indenizar o passageiro?

Do ponto de vista jurídico, o transporte de passageiros é considerado obrigação de resultado, ou seja, o passageiro deve ser conduzido ao destino com segurança.


Essa lógica está alinhada ao Código de Defesa do Consumidor, que estabelece a responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços. O artigo 14 do CDC dispõe expressamente:


Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.


Dessa forma, tanto o motorista quanto a plataforma podem responder solidariamente pelos danos sofridos pelo passageiro.


O seguro da Uber cobre quais situações?

Durante a corrida, a Uber disponibiliza um seguro que visa amparar passageiros em caso de acidentes.


Essa cobertura costuma abranger despesas médicas, invalidez permanente e morte acidental, dentro de limites previamente estabelecidos. O objetivo é garantir atendimento imediato e reduzir impactos financeiros iniciais.


Contudo, o seguro não elimina a possibilidade de indenização judicial, especialmente se os danos ultrapassarem os valores cobertos ou envolverem sofrimento psicológico relevante.


Por isso, compreender o alcance do seguro é importante, mas não deve ser visto como o único instrumento de proteção do passageiro.


É possível buscar indenização além do seguro?

Mesmo após o acionamento do seguro, o passageiro pode recorrer ao Judiciário se entender que houve prejuízos não reparados.


Danos morais, estéticos e materiais podem ser discutidos judicialmente, sobretudo quando o acidente gera consequências duradouras.


Nesses casos, a responsabilidade solidária facilita a defesa do consumidor, que não precisa identificar previamente quem foi o culpado. O foco recai sobre o dano e o nexo com o serviço prestado.


Assim, a indenização judicial surge como complemento legítimo à cobertura securitária, garantindo reparação integral.


Conclusão

Quando um Uber sofre um acidente, o passageiro não está desamparado. Existem procedimentos claros a serem adotados e uma estrutura jurídica que protege quem utiliza o serviço.


Desde a comunicação imediata e o acionamento do seguro até a possibilidade de indenização judicial, o ordenamento brasileiro privilegia a segurança e a reparação dos danos.


Conhecer esses direitos permite agir com mais tranquilidade em um momento delicado. Afinal, informação jurídica adequada transforma incerteza em segurança e fortalece a posição do consumidor diante de situações inesperadas.


É importante lembrar que as informações aqui apresentadas não substituem a orientação jurídica personalizada, e para obter informações mais detalhadas sobre o assunto tratado neste artigo, é aconselhável consultar um advogado especialista.


Nossa equipe está pronta para oferecer serviços de consultoria e assessoria para clientes em todo o Brasil. Para entrar em contato, basta nos enviar uma mensagem no What'sApp.


Além disso, se você tiver dúvidas sobre outros assuntos relacionados ao direito do consumidor, acesse nosso Blog Jurídico.

 
 
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