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O Que Colocar Num Contrato de União Estável

  • 7 de mar.
  • 4 min de leitura

A união estável é uma realidade cada vez mais comum entre casais que optam por construir uma vida em conjunto sem formalizar o relacionamento por meio do casamento civil.


Apesar disso, muitas pessoas desconhecem a importância de documentar juridicamente essa convivência.


Nesse contexto, surge o contrato de união estável, um instrumento que organiza direitos, deveres e regras patrimoniais do casal.


No entanto, saber exatamente o que deve constar nesse documento é fundamental para evitar conflitos futuros e garantir segurança jurídica às partes envolvidas.


Contrato de União Estável
Entenda mais sobre o contrato de união estável.

O que é um contrato de união estável?

O contrato de união estável é um documento jurídico utilizado para formalizar a convivência entre duas pessoas que mantêm uma relação pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família.


Embora a união estável possa existir independentemente de registro formal, a elaboração de um contrato ajuda a definir regras claras sobre o relacionamento.


Dessa forma, o documento funciona como uma espécie de organização preventiva, estabelecendo parâmetros para questões patrimoniais e pessoais.


Além disso, ele facilita a comprovação da relação em diversas situações jurídicas, como processos sucessórios, inclusão em planos de saúde ou reconhecimento de dependência em benefícios previdenciários.


Quais dados das partes devem constar no contrato?

Um dos primeiros elementos que devem aparecer no contrato de união estável é a qualificação completa das partes.


Isso significa que o documento deve apresentar informações detalhadas sobre os conviventes, como nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, número do RG e do CPF, além do endereço residencial.


Essa identificação é essencial para garantir validade jurídica ao contrato e evitar qualquer dúvida sobre quem são os envolvidos no acordo.


Ademais, a qualificação completa permite que o documento seja utilizado em diferentes contextos legais, facilitando sua aceitação em instituições públicas e privadas que necessitem comprovar a existência da união.


Por que a data de início da união é importante?

Outro ponto fundamental no contrato de união estável é a indicação da data de início da convivência.


Essa informação tem grande relevância jurídica, especialmente quando se trata de questões patrimoniais.


Afinal, a partir dessa data passa a ser possível determinar quais bens foram adquiridos antes ou durante a relação.


Consequentemente, a definição do marco inicial da união ajuda a evitar conflitos futuros em caso de separação ou falecimento de um dos conviventes.


Ainda que a data exata nem sempre seja conhecida, é recomendável indicar ao menos um período aproximado em que o relacionamento passou a configurar uma união estável.


Qual regime de bens deve ser escolhido?

A escolha do regime de bens é um dos aspectos mais importantes dentro de um contrato de união estável.


Na ausência de estipulação diferente, a legislação brasileira adota automaticamente o regime da comunhão parcial de bens, no qual apenas os bens adquiridos durante a convivência são compartilhados entre o casal.


Entretanto, os conviventes podem optar por regimes diferentes, como a separação total de bens, a comunhão universal ou a participação final nos aquestos.


Portanto, definir expressamente essa regra no contrato é essencial para que ambos compreendam como o patrimônio será administrado e eventualmente dividido no futuro.


E para entender mais sobre cada um dos regimes de bens, leia este artigo: O Que São Regimes de Bens no Casamento?


Como o contrato pode tratar da divisão de bens?

Além da escolha do regime patrimonial, o contrato também pode trazer regras específicas sobre a administração e divisão dos bens do casal.


Isso inclui a forma como serão tratados os bens adquiridos antes da união e aqueles que venham a ser adquiridos durante a convivência.


Em muitos casos, os conviventes optam por estabelecer cláusulas que esclarecem quais bens permanecem de propriedade individual e quais poderão ser considerados comuns.


Dessa maneira, o contrato se torna um instrumento de organização patrimonial que reduz significativamente o risco de disputas judiciais em caso de término da relação.


É possível prever responsabilidades financeiras e outras Cláusulas?

O contrato de união estável também pode incluir disposições relacionadas às responsabilidades financeiras do casal.


Nesse sentido, é possível estabelecer como serão divididas as despesas domésticas, a contribuição para manutenção da casa e até a responsabilidade por eventuais dívidas.


Além disso, o documento pode prever cláusulas adicionais, como a possibilidade de pensão alimentícia em caso de dissolução da união ou o direito de permanência no imóvel residencial.


Essas previsões reforçam o caráter preventivo do contrato, pois permitem que o casal organize previamente situações que poderiam gerar conflitos no futuro.


O contrato precisa ser registrado em cartório?

Embora o contrato de união estável possa ser elaborado de forma particular, com assinatura das partes e testemunhas, muitas pessoas optam por formalizá-lo em cartório por meio de escritura pública.


Essa alternativa oferece maior segurança jurídica, pois o documento passa a ter fé pública e reconhecimento oficial.


Além disso, a escritura facilita a comprovação da união perante órgãos públicos, instituições financeiras e planos de saúde.


Dessa forma, o registro em cartório não é apenas uma formalidade, mas uma forma de tornar o contrato mais robusto e confiável do ponto de vista legal.


Conclusão

O contrato de união estável é uma ferramenta importante para garantir segurança jurídica e transparência na relação entre conviventes.


Ao incluir informações como a qualificação das partes, a data de início da união, o regime de bens e regras sobre patrimônio e responsabilidades financeiras, o documento contribui para prevenir conflitos e organizar a vida patrimonial do casal.


Assim, embora a união estável exista independentemente de formalização, a elaboração de um contrato bem estruturado representa uma medida prudente para proteger os interesses de ambos.


É importante lembrar que as informações aqui apresentadas não substituem a orientação jurídica personalizada, e para obter informações mais detalhadas sobre o assunto tratado neste artigo, é aconselhável consultar um advogado especialista.


Nossa equipe está pronta para oferecer serviços de consultoria e assessoria para clientes em todo o Brasil. Para entrar em contato, basta nos enviar uma mensagem no What'sApp.


Além disso, se você tiver dúvidas sobre outros assuntos relacionados ao direito civil, acesse nosso Blog Jurídico.

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